Câncer colorretal e terapia neoadjuvante: entenda a relação
A partir do avanço da medicina e de suas tecnologias, o tratamento para o câncer segue em constante atualização. Nos últimos anos, os protocolos terapêuticos para o câncer colorretal também têm se beneficiado fortemente da modernidade. É cada vez mais discutida a personalização de tratamentos, que podem ser intensificados em alguns tipos de cânceres e em outros, desintensificados, este último significando a cirurgia como solução para o câncer. É neste ponto que entra o câncer colorretal e a terapia neoadjuvante, saiba mais abaixo.
Hoje a terapia neoadjuvante total (TNT) tem sido vista como uma abordagem de sucesso para os pacientes com câncer de reto médio e baixo, em estágios mais avançados. Ela é considerada uma mudança de protocolo, onde a quimioterapia, combinada ou não à radioterapia, acontece antes da cirurgia. O tratamento visa reduzir as micrometástases antes da cirurgia, facilitando o procedimento, diminuindo a chance de colostomia definitiva e a dificuldade em tolerar o tratamento. Entre as hipóteses de aplicação da terapia neoadjuvante total (TNT) estão os pacientes que necessitam de mais respostas do tratamento, não querem operar ou são inoperáveis.
Uma pesquisa de 2020, publicada na JAMA Netw Open, realizou uma revisão sistemática e metanálise de estudos da Europa e dos Estados Unidos, que compararam a TNT (quimiorradioterapia e quimioterapia neoadjuvante antes da cirurgia) versus terapia padrão para câncer retal localmente avançado. Foram avaliados 2.416 pacientes, dos quais 1.206 receberam terapia neoadjuvante total (TNT). O resultado mostrou uma resposta patológica completa (PCR) superior à terapia padrão, quando não há evidência de tumor residual, sobrevida global e livre de doença, além de cirurgia de preservação do esfíncter e necessidade de ileostomia.
Outro ponto a destacar sobre câncer colorretal e terapia neoadjuvante é a possibilidade de seguir a estratégia de acompanhamento clínico, Watch & Wait (WW), que pode ser indicada para pacientes que atingiram a resposta clínica completa (endoscópica, toque retal e radiológica). Além de preservar a função do reto, ela não causa comprometimento oncológico. Na WW, o paciente é observado de perto na área do tumor por três anos após o final do tratamento e, depois, o acompanhamento pode ser espaçado. Há chances de o tumor desaparecer, mas sendo observado um crescimento tumoral, uma cirurgia poderá ser feita sem aumento da agressividade do procedimento.
Fontes: A.C. Camargo I Felipe Victer I Oncoguia I Oncoguia I Abificc I Oncologia Brasil I H. Albert Eistein I JAMA Network
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