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Aduhelm: novo medicamento para tratamento do Alzheimer é comercializado nos EUA

Aduhelm, um novo medicamento para tratamento do Alzheimer, é um anticorpo dirigido beta-amiloide que atua para deter o declínio cognitivo relacionado à doença. Ele foi o primeiro medicamento para tratamento liberado para comercialização pela Food and Drug Administration, agência reguladora dos Estados Unidos, desde 2003. 

Com o nome genérico aducanumab, o medicamento desenvolvido pela empresa Biogen Inc. obteve Aprovação Acelerada em julho de 2021. Essa modalidade de aprovação somente é usada pela agência reguladora dos EUA em tratamentos para doenças graves ou que ameaçam a vida e que ainda não tenham essa necessidade atendida. Conforme comunicado da FDA divulgado à imprensa, o ponto final substituto de Aduhelm, que reflete o efeito da droga esperado - mas ainda não estabelecido - em um aspecto importante da doença, é a redução da placa beta amiloide.

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Tratamento do Alzheimer

Aduhelm é o primeiro tratamento direcionado à fisiopatologia subjacente da doença de Alzheimer e não somente aos sintomas. "Como aprendemos com a luta contra o câncer, o caminho de aprovação acelerada pode trazer terapias aos pacientes mais rapidamente, ao mesmo tempo em que estimula mais pesquisa e inovação”, afirma a Dra. Patrizia Cavazzoni, Diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA, em comunicado.

Até o momento, a indicação de uso novo medicamento para tratamento do Alzheimer está restrita ao público estudado nos ensaios clínicos. Por este motivo, Aduhelm deve ser iniciado apenas em pacientes com comprometimento cognitivo leve devido à doença de Alzheimer ou estágio de demência leve em consequência da doença.

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Causas do Alzheimer

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que existam 1,2 milhão casos da doença no Brasil, a maior parte deles ainda sem diagnóstico e, no mundo, cerca de 35,6 milhões diagnosticadas com a doença de Alzheimer. Incurável e de piora progressiva, a doença é caracterizada pela perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. O diagnóstico precoce permite retardar o avanço e controlar, até certo ponto, os sintomas da doença.

Ainda que não tenha sido descoberta a causa do Alzheimer, algumas lesões cerebrais comuns às pessoas doentes já são conhecidas. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ), “as duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau”. Além disso, a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral, também é observada. 

Fontes: Galileu I FDA I FDA I FDA I Bvms I Abraz

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25 de Junho de 2022

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